terça-feira, 25 de abril de 2017

"A loucura dela

Bom não querer notícias minhas
Porque hoje eu to presente
Amanhã, advinha
Dou linha

Não queira as promessas minhas
Que quando vou
Não voltarei tipo As Andorinhas

E vem com as mesmas conversinhas
Ela pensa que vou abraçar
Mas o crédito ali não tinha
E eu que venho com as ladainha
Desse xadrez eu to de boa
É o jogo da rainha

Eu quero entrar, ce me deixa la fora
Ela não quer adimitir que nois juntin é daora
Fico surpreso com a rapidez das hora
E do teu calor eu ja não quero mais ir embora

Ce ja devia ter pegado o jeito, nega
Que sair fora é o mecanismo de defesa
Mas se eu te falo é tapa e arranhão nas costa
E tuas palavras me faz me sentir um bosta

É foda que daquela noite eu lembro
A foda que eternizou o momento
Uma coisa que envernizou com o vento
Uma fita que me infernizou com o tempo

Minha droga é o teu corpo
Me dê uma dose todo dia, que é melhor que ficar torto
Eu te chupando de um quarto ao outro
Você pedindo pra eu chupar de novo
Só um pouco

O fia, me dói ter que vazar
Por isso memo eu ja nem vou chegar
Vc aqui perto é o mundo nas minhas costas
Até parece que é de dor que gosta

Refrão:
Ela virou minha loucura
E eu sou a briza dela
Se eu não me cuidar ela me fura
E eu entro no jogo dela
Ela virou minha loucura
Mas eu tenho o pé atrás com ela
Ela trata como disputa
Por isso eu to correndo dela

Ja disse: foi a pior aposta
Ao memo tempo é minha melhor aposta
Se nois quiser as mema coisa, encosta
Mas se não for eu quero que nem olha

Eu to querendo que o tempo me mostre
Se to sendo burro ou esperto
Mas a burrice aqui não engole
E a esperteza é ficar longe ou perto?

Que cada um fique na sua memo
Amor demais as vez é bom mas as vez é veneno
E eu to que nem o jaiminho carteiro
Evito todas as fadigas
Por isso que eu vou ficar solteiro

Só que aquele cabelo ...
Eu sei que anda pedindo minhas mãos
Me fode até no cerebelo
E eu não me importo com a contradição

Que nos guardemos em potes com furos
Pra que não perca a respiração
Só que eu te guardo é pra colher os frutos
E você me tranca dentro do porão

Só nossos rolé batendo eu acho que é mais fácil
É que nesses ambiente eu fico mt ágil
Eu fujo da tua garra e do veneno ácido
Eu nunca vou admitir que fico frágil

Lembrei do cara que a gente trombou naquela praça
O mano até nos deu a benção, e ce achou mó graça
Depois ce vem com aquelas merda e as pirraça
Como se fosse minha a culpa da trapaça

Talvez o nosso amor seja como colar na praça
E se os verme brota nois tem que fugir
No meu caso é a minha vulnerabilidade
Por isso memo que o pai vai partir

Falou."

C•B

Eu juro que já entendi e já aceitei que nada foi como eu queria. Mas eu preciso falar sobre isso, e não costumo falar sobre você com outras pessoas, somente comigo mesma, e por isso estou aqui. E também porque eu acho esse sofrer tão inspirador, por mais triste que ele seja.
É engraçado como as coisas acontecem e deixam de acontecer.
Na verdade quando deixam de acontecer é triste, porém, as vezes é preciso.
Eu ainda leio as letras que você me escreveu (E alias, penso que deveria ter pedido autorização pra publicar essa. Mas se tudo der errado logo o texto é apagado. Não pretendo ir pra cadeia aos 20 anos de idade). 
E apesar de não sorrir enquanto as leio, eu ainda gosto delas. 
Talvez eu ainda pense em você, só que não como pensava antes.
Eu não parei de falar com você por você ser uma ameaça (você tava bem longe de ameaçar alguma coisa na minha vida), ou por descontrole emocional. Eu parei somente pra evitar as mentiras que você dizia a si mesmo, e a mim.
Me arrependo sim de ter trocado palavras horríveis com você, como se fossem laços de arame farpado. 
Machucou!
Minha intenção nunca foi apontar seus defeitos e nem te julgar. Afinal eu conheci alguns de seus piores lados, e isso nunca foi motivo pra que eu me afastasse.
Não vou me esquecer dos momentos juntos, porém não vou mais sorrir quando me lembrar deles.
Esse foi meu ultimo texto sobre você.
Felicidades.