quarta-feira, 31 de maio de 2017

Porra, toda vez eu digo que vou voltar a escrever com frequência, mas nunca consigo cumprir. Não tem problema, o importante é que eu escreva, pois além de ser um passatempo, virou uma necessidade pessoal. 
Minha vida tem sido (finalmente) uma vida de adulto e com muita correria, mal tenho tido tempo pra viver meus dramas e ficar chorando. E isso é ótimo!
Minhas semanas tem se resumido em: faculdade, resumir, estudar, estagiar, fazer relatórios, trabalhar, ter uma péssima alimentação, dormir no máximo 5 horas, etc., mas eu sou grata por cada minuto em que pude me ocupar com essas tarefas.
Semana passada foi meu primeiro dia no estagio de observação e entrevista, passei três horas em uma instituição de acompanhamento psicológico infantil, onde tive contato com crianças já diagnosticadas, que por sinal são maravilhosas, e finalmente consegui achar uma motivação espetacular pra continuar seguindo esse caminho. É muito gratificante perceber que estamos no caminho certo, e que o que escolhemos é realmente aquilo que queremos mais que qualquer outra coisa. 
Tirando as provas que ainda estão por vir, minha vida acadêmica tem sido ótima. Eu sei realmente que estou no caminho certo, e espero que isso me resulte em uma vida profissional compensadora. 
Eu gostaria de fazer estagio todos os dias da semana, mas infelizmente esse primeiro serão poucos dias e logo vai terminar.
Ontem fiz a primeira prova do segundo bimestre, e espero que eu vá tão bem nas próximas quanto fui nessa.
Mudando de assunto, ainda tem acontecido algumas coisas bem estranhas e desafiadoras na minha vidinha, algumas até vale a pena contar, outras a gente prefere até esquecer. Eu juro (outra porra de vez) que logo volto pra contar. Logo as férias chegam e não vou ter muito o que fazer, se não conseguir um trabalho voluntário que estou tentando, então terei tempo de sobra pra escrever aqui.
Antes de ir eu só queria dar ênfase em um som que minha irmã me mostrou, e eu tô curtindo ele essa semana: Bilhete 2.0 - Rashid (pat. Lucas Carlos). Eu nem curto tanto assim Rashid, mas esse sonzin é uma delicia de frustração


"Eu te dei amor e um canto no meu coração
Mas todo esse encanto não muda a situação
Pensando o que que iria ser daqui pra frente
Não sei se perdemo tempo ou se o tempo se perdeu entre a gente.

Pior, que engraçado
Achei que ia ser pra sempre e vi que eu sempre tive enganado
Então faz favor não esquece seu orgulho
Qué ir embora pode ir, mas devolve meus bagulho"

sábado, 6 de maio de 2017

 Tenho crises existências (se é que posso chamar assim) no mínimo uma vez por semana desde quando me mudei. Eu já deveria ter me acostumado com esses sintomas, porém cada vez que acontece, chega de uma forma diferente, em um contexto diferente, e isso faz com que cada vez seja inesperada. São só dias ruins, especificamente falando. Mas não são SÓ dias ruins.
 São dias em que não consigo me olhar no espelho porque imagino o quão horrível minha aparência está. São dias que não faço questão de escolher com cautela minhas roupas pra sair, trabalhar e estudar. As primeiras que aparecerem já estão de bom tamanho.
 São nesses dias que me sinto distante do mundo e das pessoas, como se não conhecesse ninguem desse planeta.
 São dias em que é ruim quando a luz do sol atravessa a janela, pois a vontade é de ficar na cama o dia todo, sem som, sem luz, sem ação.
 São os dias mais frágeis, em que normalmente fico sem paciência, sem alegria e sem amor.
 Mas são dias passageiros.
São dias que duram pequenas eternidades, e logo se acabam pra que os dias melhores cheguem e façam seu papel, e então a vontade de ver a luz entrando pela janela volta.
 Essa semana eu estava no trabalho, como qualquer outro dia normal, nada de espetacular. Mas me interessei muito por um conselho que recebi da minha superior.
 Ela disse o seguinte: "Rafaela, fique com uma pessoa boa, que possa te proporcionar um futuro bom. Mesmo que você não ame tanto assim essa pessoa, fique com ela. Amor vem e vai com o tempo. Não fique com alguém que você ame muito, mas que não vai colaborar com seu futuro."
 Confesso que isso me deixou interessada e muito confusa. Como eu poderia seguir um conselho desses?! Logo eu que sou repleta de sentimentos e sempre os coloco em primeiro lugar. Mas será que seria realmente possível aprender a amar uma pessoa que lhe traga coisas boas?
 Sinceramente eu não to afim de arriscar alguma dessas opções pra descobrir isso agora. Mas a muito o que ser pensado a respeito, e eu não descarto a ideia de querer gostar de alguém que me traga coisas boas, ao invés de gostar de alguém que não me proporcione nada.


Fazia um tempinho que eu não aparecia por aqui. Mas é porque estava colocando algumas coisas em ordem.
Melhorei bastante nas ultimas semanas, por maior que seja a saudade e a dificuldade, estou bem feliz de conseguir chegar aqui, e continuar conseguindo.
Vou voltar a dizer que minha família é maravilhosa. Eu não conheço alguma outra família que seja tão espetacular quanto a minha. Mesmo que não tenhamos tudo, sempre damos tudo o que temos, um para o outro. Mesmo de longe eles se fazem presentes, me ajudam até onde não deveriam. E quando estou lá perto, não dá vontade de voltar pra cá. Eu continuo agradecendo todos os dias por isso.
Na faculdade tudo está indo muito bem. A semana de provas foi tensa e horrível, mas tudo foi compensado. Nesse bimestre foram quatro notas 10. E eu me sinto muito agradecida por isso. Eu adoro o que estudo, cada matéria, cada dia mostra algo novo sobre o ser humano e seu dom de se comportar. Espero que minhas notas continuem assim.
Quanto ao trabalho, tem ido tudo bem também. Eu gosto de lá. Ainda não tive problemas com ninguém. Nas ultimas semanas eu estava trabalhando muito por conta das rescisões, e então chegava em casa tarde todos os dias. Mas isso me trouxe benefícios, ontem foi minha primeira folga, e foi bem útil. Esse fim de semana não vou pra casa, e isso me fere direta e intensamente. Minha imunidade, paciência e auto-controle diminuem bastante. Mas tenho alguns trabalhos pra fazer, e tomara que passe bem rápido esses dois dias. Não vejo a hora de ir pra casa.