quarta-feira, 26 de setembro de 2018

diário.txt

 Essa é a hora de reflexão sobre as coisas mais relevantes que aconteceram comigo nos últimos dias. Bom, pra começar meu trabalho em dupla foi aprovado pela USP para ser apresentado na Jornada Nacional de Enfermagem Gerontológica, e isso me deixou mega feliz. Sim, é uma jornada da enfermagem da USP, mas envolve a área de psicologia por se tratar de assuntos gerontológicos. No meu caso, foi um relato de experiencia sobre o estagio que realizamos em uma casa de acolhimento para idosos, e nosso (meu e da Débora) resumo aborda a relação do psicólogo com os pacientes da casa de acolhimento. Eu não estarei presente no evento, (por motivos de não querer ir) mas a Débora vai, e vai apresentar nosso trabalho. Espero que ela se saia muito bem como sempre!
Ainda sobre a faculdade, eu entrei em semana de avaliação, várias provas e trabalhos. Já fiz duas provas achando que ia me sair muito mal, porque esse bimestre eu já tô quase atingindo meu limite de faltas em todas as matérias, mas no final me sai muito bem nas duas. Ainda tenho outras duas provas e dois trabalhos, aliás, um deles é pra apresentar no maravilhoso dia do meu aniversário.

 No trabalho as coisa estão a todo vapor. Depois que meu gerente saiu eu achei que as coisas iriam sair totalmente do meu controle, por não saber lidar com os obstáculos e ter muitos conflitos com a outra pessoa que trabalha comigo. Masssss, tá tudo indo bem, e tenho certeza que o principal motivo das coisas estarem assim, é o meu comportamento mais ativo e mais direto. Confesso que eu tava precisando de um choque pra acender alguma coisa aqui dentro. Só assim eu conseguiria enfrentar os obstáculos sem me sentir mal.

 Semana passada minha mãe começou tratamento psicológico, e apesar de dar muito trabalho pra convencer ela a ir, nós conseguimos, e estamos muito felizes por isso. Algumas mudanças vão acontecer muito em breve, mas eu gosto de falar de mudanças depois que elas acontecem. 

sábado, 8 de setembro de 2018

Escrevo pra guardar momentos e pessoas em forma de palavras.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Eu me encontrei com o amor algumas vezes, e em todas elas desejei que ele ficasse.

sábado, 11 de agosto de 2018

As ilhas Salomão e o poder das palavras

Existe uma história (que é provavelmente uma lenda por não existirem fontes tão confiáveis de relatos), que conta sobre como os nativos das ilhas Salomão realizavam o processo de cultivo. A lenda diz que nas ilhas Salomão os nativos não cortavam as árvores porque ela eram de certa forma "sagradas", e cortá-las seria uma atitude incorreta. Porém, quando precisavam de espaço para o cultivo os nativos se reuniam em volta da arvore de manhã, no meio do dia e ao entardecer, e então gritavam xingamentos e palavras más, durante trinta e três dia, e assim a árvore secava e morria! 
O escritor Ednelson Garcia afirma que em uma viagem até o local também conheceu essa história, e que os nativos diziam que os gritos de desmerecimento às árvores matavam seu espiríto. 

Eu conheci essa história através de um filme, onde o personagem diz o seguinte:

 "Nas ilhas Salomão, quando os nativos querem parte da floresta para agricultura, eles não cortam as árvores. Eles simplesmente se juntam ao redor dela e gritam xingamentos e dizem coisas ruins. Em alguns dias, a árvore seca e morre. Ela morre sozinha."

Hoje já existem variados tipos de estudos com as plantas e as palavras, e como aqui é o lugar em que eu me sinto mais a vontade pra expressar o que penso, eu acredito cem por cento nessa lenda, e nesses estudos. 
Acredito que as palavras tem o mesmo poder de uma agressão física, de um amaldiçoamento e etc. 
É muito real e visível o poder que uma palavra tem na vida de uma pessoa, principalmente quando a palavra é ruim. 
Não importa, nesse caso, como as pessoas recebem o que ouvem. O que importa é o que está sendo dito.
É por isso que devemos ter muita cautela, mesmo quando não tivermos paciência, com o que vamos dizer a cada pessoa que está presente ao nosso redor. Ás vezes eu sinto que é melhor não dizer nada, do que desejar algo ruim ao meu próximo, por mais que minha raiva insinue o contrário. 

Falando em contrário, depois de conhecer essa história lembrei de uma frase que tanto dizem por aí que é mais ou menos assim:

"Se falar gentilmente com as plantas ajuda elas a crescerem, imagina o que acontece quando você fala gentilmente com pessoas..."

Fica aí a reflexão.

domingo, 22 de julho de 2018

"Meu pai era moleke de rua, vivia pedindo comida e roubando. Ele tinha família mas era como se não tivesse. Cresceu no movimento do hip-hop, participando de campeonatos de dança, e usando muita droga.
Minha mãe foi bem criada, e tinha quem apostaria nela, pra bancar estudo e dar uma vida melhor. Mas não foi isso o que aconteceu.

Meus pais se conheceram tão cedo quanto abandonaram a escola. Quando eu nasci minha mãe tinha 17, e meu pai 18. Ainda eram adolescentes irresponsáveis que gostavam de sair pra curtir, beber e se drogar.
A familia de ambos sempre ajudaram muito...

Conforme eu fui crescendo, as coisas parecem que foram piorando.
A Paola nasceu e querendo ou não, meus pais tinham que crescer e ser responsáveis.
É aí que começa a vida dura...
Meu pai nunca deixou faltar comida, e nunca encostou em nós duas.
Em nós duas.

Ele bebia e se drogava muito, chegava em casa e batia na minha mãe.
Eu já vi minha mãe apanhar na cara, levar soco, tapa, chute, apanhar grávida, ser grudada pelos cabelos e etc. 
Ele também brigava na rua. Uma vez chegou em casa com os sapatos cheio de sangue. Qualquer pessoa que olhasse torto, tava procurando briga. Tudo era motivo de agressão.
Minha mãe sempre apanhou quieta, sempre esperou mudança e acreditou no amor. Ela trabalhava de empregada, sempre recebendo cantadas e propostas de cara imundos. Sempre sofrendo calada.

As coisas eram muito difíceis pra eles, nossa estrutura de família ainda não tava bem formada. Meu pai trabalhava pra fora, e as vezes ele ficava o mês todo sem aparecer. Essa ausência foi constante até o final da minha adolescência.
Nós nunca passamos fome no sentido literal. 
Mas muitas vezes minha mãe precisava colocar água no leite, pra render mais, e algumas vezes nós bebíamos só água com chocolate, porque não tinha leite. 
As vezes nós precisávamos comer sopa de fubá, por que não tinha comida, mas a sopa era bem temperada e sustentava bastante.
Na maioria das vezes a gente tinha sorte porque íamos na casa da minha bisavó e ela sempre dava comida (as vezes vencida), e isso salvava real.
As vezes meu pai saía em um dia e voltava no outro. Que eu me lembre ele nunca foi tão mulherengo. Ele só foi embora de casa uma vez, com outra mulher quando eu tinha 1 ano de idade. Mas não durou muito tempo até ele voltar. 
Depois, quando ele passava a noite fora, era pra usar drogas. Uma vez ele saiu de casa na sexta, pra trabalhar, e apareceu jogado na área da frente no domingo de manhã, todo sujo de terra. Ainda me lembro da explicação: "tava no buraco, usando pedra".
Muitas vezes recebemos ordens de despejo, por causa do aluguel atrasado.
A chave da minha casa tinha um chaveiro branco e vermelho, com letras japonesas que meu pai roubou super discretamente em uma loja no centro da cidade (eu tava com ele).
Meu tio Spok (irmão do pai) sempre aparecia em casa cheio da grana, pra fazer churrasco. Ele também usava drogas, e roubava pra caralho. A maioria dos caras mais velhos e mais loucos da cidade conhece a dupla dinâmica "kiko e spok", ou como eu prefiro chamar: pai e tio.
As vezes meu pai fazia cola com farinha e água pra nós usarmos.
Todos os dias ele levava a gente pra creche, de bicicleta. Eu era maior e ia no cano, e a Paola ia sentada na garupa.
Nós conhecemos a maconha desde cedo. Meu pai não deixava a gente ficar no meio deles mas, sempre sentíamos o cheiro.

Uma vez, era 01 de janeiro e nós já morávamos na vilinha. Minhas tias e tios estavam em casa comemorando o ano novo. Já era de madrugada e estávamos todos dormindo, menos meu pai e meus tios, que estavam ouvindo musica e bebendo. Então algum vizinho chamou a polícia, e passamos o ano novo com um policial na porta da sala, quase dentro da minha casa discutindo com meu pai.

Meu pai era louco. Já vi ele bater em pessoa que tinha o dobro do tamanho dele.
Uma vez ele meteu uns tapas na cara de um rapaz, porque ele tava andando de bicicleta na mesma calçada que a gente. É claro que nesse dia ele tava louco, como na maioria das vezes em que bateu em alguém.

No começo da minha adolescência eu não falava com meu pai. Mesmo depois que ele parou de usar drogas e de beber, ele ainda era violento. Eu implorava pra minha mãe pra irmos embora de casa."

quinta-feira, 19 de julho de 2018

diário.txt

Já fazem duas semanas que estou de férias do trabalho, além das férias da faculdade. Eu tô sentindo falta de tudo já, da correria, das aulas, dos desafios diários e etc. Meus dias tem sido na maioria, entediantes. As vezes eu passo o dia vendo filme e séries.
Semana passada aconteceu a festa de aniversário da cidade e eu encontrei algumas "amizades" que não via há um bom tempo; Foi tudo bem...
Nos últimos dias eu tenho conseguido manter meu comportamento e pensamentos alinhados e em ordem. As vezes eu me sinto triste pela falta de amigos presentes e pelo tédio, mas eu tô encarando tudo de forma inteligente. Tomei algumas decisões que me fizeram sentir bem, e não pretendo voltar atrás com nenhuma delas.
Eu não tenho saído com ninguém, e nem conversado com ninguém, como eu sempre fazia antes. Uma das minhas decisões foi escolher passar um tempo maior comigo mesma, e parar de procurar seja lá o que for, em outras pessoas. 

Eu ainda tô me acostumando com meu novo e maravilhoso corte de cabelo hahaha! Nem eu mesma acredito que tive coragem de mudar, sem pedir ajuda ou opinião de ninguém. E quer saber, foi maravilhoso. Autonomia e autoconfiança é muito bom.

Essa semana saiu a programação do Encontro das Tribos de Outubro, e eu e a Paola estamos super ansiosas. Quero que tudo dê certo pra irmos juntas. Mais do que nunca ela tem sido uma das minhas melhores amigas, assim como as outras pessoas da minha família. 
Além do encontro, comecei a pagar uma viajem de um dia que vou fazer em Setembro, com uma amiga. É só um dia, mas provavelmente é um dos lugares mais longes que eu vou conhecer por enquanto. Não é todo dia que temos a oportunidade de ir pra Copacabana né! Muita expectativa e esforço pra que isso dê certo também.

No geral tem sido isso... 

Eu tô me sentindo em paz, e desejo do fundo do coração que se for pra aparecer alguma pessoa pra me atrasar, não precisa aparecer. Eu tô dispensando esses tipos de experiências. 

domingo, 1 de julho de 2018

Estar apaixonado é, em geral, maravilhoso. Principalmente quando sua paixão é correspondida na medida de suas expectativas.
No meu caso, estar apaixonada sempre foi uma dificuldade enorme, porque eu sempre me apaixono por pessoas "diferentes". Já descobri vários possíveis motivos pra essas situações. Já culpei meu inconsciente, já culpei minha empatia, meu excesso de humanidade, e a curiosidade. O problema é que por mais que eu saiba o motivo, eu não consigo mudar.

O fato é que eu acabo, no fim das contas, me machucando por mim e pela outra pessoa. É complicado se apaixonar por pessoas que têm dificuldades psicológicas. É muito difícil quando existe um transtorno entre você e a outra pessoa. As expectativas vão se frustrando uma a uma, mas você precisa ser compreensivo e lembrar que a pessoa vive uma situação complicada. É difícil receber respostas que você jamais esperaria, e ter que encara-las como uma pessoa racional, sem se deixar ferir. Você precisa se doar pra outra pessoa, e se doar pra si mesmo, pra compensar o que ela não pode fazer. O mais complicado disso é que em nenhum momento a pessoa te pediu ajuda, mas você se sujeitou a isso, por que se preocupa, porque gosta, e porque se sujeitaria mesmo se fosse qualquer outra pessoa ao seu redor.

O problema é quando passa de problemas psicológicos pra falta de maturidade, e gente não consegue distinguir o que realmente está acontecendo.  Eu não me culpo por acreditar em pessoas que não sabem o que querem. Eu sempre dou meu melhor em todas as relações superficiais que tenho. É claro que se eu soubesse que seriam relações superficiais eu não daria o meu melhor e nem outra porra nenhuma. Eu ainda acho muito difícil saber quando você tá caindo num relacionamento ruim, enquanto tudo está indo bem. As pessoas mentem muito bem hoje em dia, e não só pra outras pessoas. Elas mentem pra si mesmo a ponto de fazer todos ao redor acreditar em suas mentiras. 

Apesar da frustração eu compreendo que fiz tudo o que pude fazer, e que eu devo sentir somente pena desse tipo de pessoa. 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Bom, como faz tempo que não escrevo, vou tentar pontuar todas as coisas que andam acontecendo por aqui.

Graças ao bom Deus eu já entrei de férias da faculdade, com todas as matérias fechadas com muito sucesso. Eu já não aguentava mais! No dia da minha ultima prova eu só conseguia chorar de tão esgotada que tava, mas acabou dando tudo certo. Esse semestre foi bem corrido e com prazos curtos, e eu espero que no próximo semestre as coisas sejam mais calmas apesar das matérias fudidas que eu já sei que vou ter. Então dessa área da minha vida eu estou desconectada por um tempo. Amém.

E como estou de férias da faculdade eu passo a semana toda fazendo o seguinte ciclo: 
Casa -> Trabalho / Trabalho -> Casa. 
Eu tenho trabalhado bastante esses últimos dias. 
Depois que houve a mudança do meu superior, eu tenho assumido novas funções e novas responsabilidades. Eu gostei dessa parte porque antes eu me sentia 100% inútil no meu setor. 
Porém, depois dessas mudanças, eu passei a ter muitas dificuldades também. 
Ser estagiário é um negocio bem complicado: não temos autonomia pra decidir nada, mas se há algo de errado, podemos ser considerados totalmente irresponsáveis e incompetentes. Mas meu maior problema nem é em relação às atividades que tenho que desenvolver, e sim em relação a pessoa que eu tenho que lidar e conviver diariamente. É muito difícil tentar conviver com pessoas que não demonstram empatia, que são arrogantes, com ar de superior, e grosseiras. Esses últimos dias têm sido muito difíceis pra mim, digamos que de 5 dias eu choro 3. E o pior é que eu não vejo muito o que fazer. 
Essa situação só me mostra o quanto o ambiente empresarial é conflituoso e contém péssimas pessoas. As pessoas são muito fúteis e falsas. Eu fico extremamente chocada! 
Meu superior já conversou comigo sobre uma possível efetivação no termino do meu contrato, mas... eu já não sei se isso vai ser realmente bom pra mim. Na verdade o único motivo pelo qual eu quero ser efetivada, é pra ter condições financeiras de terminar a faculdade. 
Enfim, eu tô tentando respirar fundo e manter minha saúde psicológica diariamente. 
Um dia de cada vez.

Semana passada foi uma das minhas ultimas consultas com a psicóloga. Ela comentou sobre meu processo de evolução, e o quanto eu desenvolvi minha inteligencia emocional, e o controle da ansiedade. Como nesses últimos dias minha vida tinha ficado mais estável, decidimos que a próxima consulta será só no ultimo dia do mês de Julho, e depois dela teremos a ultima. 
Esse tempo de terapia foi maravilhoso. É realmente bom ter alguém com quem conversar, que não vai te julgar, e ainda vai falar umas verdades bem doloridas na sua cara. 
Eu sou totalmente grata por essa experiencia.

Aqui em casa as coisas estão meio complicadas. 
Meu pai ficou um tempo sem conseguir trabalho e as coisas ficaram um pouco apertadas. Pra ajudar na dificuldade financeira, meus pais estão brigando quase toda semana e hoje faz cinco dias que eles não trocam uma palavra. 
Isso corrói meu coração. 
Eu tenho certeza absoluta que tudo vai ficar bem, e que logo eles voltarão a ter uma relação normal. Eu não aguentaria se acontecesse o contrário. 
Com minhas irmãs tá tudo bem. 
Nossa relação passa de circo pra guerra, e sempre acaba em amor. 
Minha alegria de todos os dias é ter elas pra poder dividir tudo o que eu sinto. 
Nós nos entendemos do nosso jeito. 
Eu sou extremamente grata por tê-las aqui comigo.

Meus melhores amigos estão cada vez mais distante. Meu melhor amigo está oficialmente namorando e a gente não conversa com taaaanta frequência. No começo eu fiquei com muito receio dessa situação, principalmente porque sempre dizem que sou possessiva e controladora, mas procurei ser empática e enxergar o quanto ele ficou feliz. E se ele ficou feliz, eu também deveria ficar, afinal eu desejo a ele toda felicidade do mundo. 


E assim o baile da minha vida vai seguindo...
As vezes parece que sou ótima em conduzir os passos, e as vezes parece que vou errar o passo e estragar o espetáculo inteiro.
O importante é conseguir respirar fundo e com calma, olhar em minha volta e ver que existem pessoas que estão sempre me dando apoio, e torcendo por mim. 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Esses dias eu fiz um "teste" na internet, e eu fiquei impactada com o resultado. Eu nunca fiz um teste que me revelasse tão bem!
O legal é que vários amigos também fizeram esse teste, e o resultado foi muito preciso. Descreveu cada um, como se fosse um manual da vida da pessoa.

Meu resultado foi número 9, e eu sou totalmente de acordo com tudo o que li. 


https://aparecidaliberato.com.br/calculos/


terça-feira, 1 de maio de 2018

"Você se apaixonou pelas minhas flores,
mas não pelas minhas raízes.
Então quando o outono chegou, 
você não soube o que fazer."

M.W.

Diomedes Chinaski part. Bivolt - Olhos Negros

Um música que todos os seres do mundo precisam ouvir:




Bom, faz tanto tempo que não escrevo que eu nem sei por onde começar...
Desde a ultima vez que escrevi, bastante coisa mudou. 

No meu trabalho as mudanças foram tipo, de 0 a 100; 
Desligamentos, novos coordenadores, novas tarefas e funções, até morte teve. 
Eu comecei a fazer um horário diferente do que eu fazia. Agora eu acordo as 05:00 da manhã, e passo em média cinco horas na faculdade esperando o horário de aula. É bem complicado, mas isso aconteceu por um bom motivo (eu espero), porque eu assumi novas funções no Rh e isso pode ser bom no termino do meu contrato. 
No final da safra, que foi há umas três ou quatro semanas atrás, um ex-funcionário cometeu suicídio, e por menores que fossem os laços que eu tinha com ele, eu fiquei muito chateada.

Na faculdade as coisas estão como sempre: trabalhos, relatórios, seminários e eu chorando e ficando louca. 
Finalmente escolhemos a empresa da formatura, e começamos a pagar mês passado. Isso me trouxe algumas dificuldade financeiras, mas vai dar tudo certo.

Falando em dificuldade financeira, há algumas semanas atrás eu passei por uma crise de desespero e choro por conta disso. Mas não necessariamente por problema financeiro, e sim por precisar da ajuda dos meus pais pra algumas coisas, o que eu deveria achar normal porque eles são meus pais. Maaaaas, pra uma pessoa que consegue se manter sozinha e ser independente financeiramente desde os 16 anos, minha crise ficou dentro das expectativas. Até que uma noite cheguei chorando da faculdade e dei de cara com meu pai, aí já viu né! Todo aquele papo que os pais sempre falam...
Mas depois disso fiquei me sentindo melhor. Agora preciso me acostumar com isso.

A minha vida social ta quase a mesma coisa...
Eu cansei das pessoas que eu tava saindo, e esse fim de semana decidi que não vou mais sair com essas pessoas. 
Cada um tem suas preferencias né. 
Eu tava saindo com gente que não curte nem as mesmas músicas que eu! Não têm quase nada em comum, e o pior é que os assuntos não me agradam. Então eu prefiro ficar em casa até conhecer pessoas novas, ou ir pra Monte Alto, nos rolê dos meninos que são mais da minha vibe. 

quarta-feira, 21 de março de 2018

"Eu pareço estranha, com meu jeito grosso e bipolaridade intensa. A minha troca de humor. O meu jeito de demonstrar amor, a bagunça que eu sou. A minha anormalidade, o caráter e personalidade.
Você deve me achar estranha. Eu faço birra do nada, e sem ao menos saber porque. Apenas faço e acabou. Você diz que está errado... quando eu brigo sem motivo, me arrependo e peço desculpas. O clima quente quando ficamos, o calor de apenas um beijo teu, o tesão, o prazer. E os "eu sou tua", e você diz "sou teu". 
Só nós dois nos entendemos."

(readaptação do texto de Luan FH)
Ha algumas semanas atrás eu comecei a perceber que por mais que nos dediquemos e nos esforçamos pra agradar as pessoas que queremos por perto, é em vão!
Eu parei pra perceber o quanto as pessoas reclamavam e me criticavam por eu não ser o tipo de amiga entusiasmada, 100% atenciosa e dedicada que elas queriam que eu fosse.
A maioria dos nossos "amigos" nos procuram quando querem se distrair, ou se divertir. Apenas.
As pessoas costumam te procurar quando elas precisam de algo, ou de atenção.
Então eu percebi que de nada adiantava eu tentar agradar a todos, porque quem realmente está do meu lado em todos os momentos, nunca fez questão de que eu mande mensagem o dia todo pra puxar assunto, e nem que eu frequente os rolês todo fim de semana.
Resolvi abrir mão do meu esforço (sim, pra mim era um esforço não ser eu integralmente) e ser justa comigo mesma.
Parei de postar a quantidade de status que eu postava loucamente todos os dias, (que sempre são pra alguém, ou pra afirmar algo pra alguém, ou pra que alguém veja e afirme algo que queremos ouvir) e desinstalei o aplicativo do Facebook do meu celular (porque isso consome nosso tempo de uma tal maneira, que quase ninguém tem noção).
É costume de qualquer pessoa abrir as redes sociais de 3 em 3 minutos pra dar uma "olhadinha", e quando percebemos já se passaram uns 30 minutos ou mais. 
Outro lado bom que vi nisso é que não vou precisar ver coisas e pessoas que não me fazem bem.

Se desapegar das redes sociais e se tornar independente da aprovação dos outros é algo fundamental para sermos mais justos e verdadeiros com nós mesmos.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

01-01-2018

A comemoração de ano novo já não tem mais o mesmo significado pra mim, pois, é apenas uma mudança de calendário (que o homem inventou), onde as pessoas usam disso para tentar compensar no próximo ano, suas próprias falhas do ano anterior. 
Não estou sendo mimimi e nem pessimista. Eu também tenho a cultura de criar novas metas e novos objetivos com a entrada de cada ano. E estou aqui exatamente pra falar sobre elas.

Eu espero que esses novos 365 dias que começam a partir de hoje sejam, não só pra mim, dias claros e iluminados dentro de cada ser desse planeta, e que as pessoas possam demonstrar e aproveitar melhor o sentimento guia de toda humanidade, que é o amor. Espero que diminuam-se as brigas e maldades, e que cada pessoa do mundo possa se sentir amada como deveria.

Em relação a bens materiais, eu desejo somente que eles não interfiram nos sentimentos, e na sinceridade das relações.

Que todo coração cultive a paz em cada um desses 365 dias, dando importância aos sentimentos e valores que realmente merecem importância.

sábado, 25 de novembro de 2017

É importantíssimo lembrar que cada um de nós temos uma importância extrema na vida de alguém, e é muito válido demonstrar diariamente o quanto as pessoas são importantes pra você. As vezes algumas mensagens, uma ligação, uma lembrança, um abraço, são coisas que podem mudar o dia de alguém que tem passado por dificuldades.

Falar sobre suicídio é importante, mas cada um fazer a sua parte através de atitudes, empatia e amor, pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas.
🎗
 Hoje eu só queria deixar registrado minha indignação com a raça hétero masculina. 

 Mano, tem hora que é até impossível de acreditar o quanto os homens são escrotos. Tudo bem ter um lado mais difícil por conta do ambiente familiar e criação, até porque isso é algo que pode ser trabalhado quando a pessoa quer melhorar. Mas a maioria dos caras estão indo de mal a pior.
 E eu não to falando isso porque levei um pé, ou um chifre de alguém (até pq vida amorosa eu to brecando), eu to falando isso por conta de tudo que observo ao meu redor.
 Um dia desses eu fui em um barzinho com uma galera, bebemos horrores e nos divertimos muitos. Quando fomos ao caixa pagar a comanda, alguns dos meus amigos eram colegas do dono do bar, que estava no caixa. O cara foi o miss simpatia do local, zuando com todo mundo, e daí começou a me cantar. Até aí tudo bem, porque sou solteira, e ele também parecia ser, pelas coisas que falava. O cara falou várias besteiras, todos nós falamos, e eu só consegui sair do caixa depois de deixar o numero do meu celular com ele. Alguns dias depois recebi uma mensagem do dito cujo, e quando abri a foto do perfil do whatsapp do cara, na foto ele estava ao lado da MULHER dele. Depois de mais alguns dias ele me mandou uma solicitação de amizade no Facebook, e na foto de perfil o cara tava com a FILHA no colo. É claro que não aceitei e nem respondi a mensagens, mas só consegui ficar imaginando, como um ser humano casado e pai, tem coragem de pagar de solteiro dessa forma?! Chega a dar nojo.
 Semana passada cheguei na faculdade, minha amiga foi logo contando "um cara do curso de agronomia tava me cantando horrores pelo face hoje, aí entrei no perfil dele, e vi que ele tem namorada!" (primeira indignação da noite).
 Mais tarde estávamos na biblioteca quando chegou uma mulher, e começou a nos contar sobre o casamento dela que estava marcado, e do quanto ela esperou a vida inteira por aquele momento. A guria contou que a oito anos atras já tinha escolhido a maior parte da decoração que queria no casamento, e das lembrancinhas que ela mesma estava fazendo. Assim que saímos da biblioteca minha amiga foi logo falando "lembra do cara que eu disse que tinha me cantado? Então, é o namorado dela!"
 Eu sei que esse tipo de coisa acontece pra caralho, e que muitas mulheres também fazem isso, mas cada vez fico mais indignada com o tanto de macho escroto que canta a mulherada e mais tarde anda de mãozinha dada com a namorada! É o tipo de ser humano extremamente superficial que se acha bem esperto, mas na verdade é bem burrinho, porque além de atrasar a própria vida, atrasa a vida de outra pessoa também.

domingo, 22 de outubro de 2017


Eu sempre fico pasmada com a conexão incrivel que a gente tem, nós pensamos a mesmas coisas, temos as mesmas ideias, sentimos os mesmos sentimentos. Elas estão entre as coisas mais importantes da minha vida. É como se elas fossem uma parte de mim. Uma parte que eu tento manter longe das dores e das frustrações, e proteger como se fosse a porcelana mais valiosa desse universo.
Hoje os sonhos delas, são meus sonhos. As dores delas, são as minhas dores. E a felicidade delas tambem é a minha felicidade. 
Se eu pudesse descrever o amor, essa seria uma das formas como eu o descreveria: sentimento de irmã(os). 

"Eu demorei de 7 a 8 meses pra perceber que: ir contra a minha vontade não é ser forte, é ir contra a minha própria saúde mental. Demorei pra perceber que duas horas a mais na cama, não disfarçam a tristeza de dormir sozinha. Demorei pra perceber que essa luta não era minha, e nem era tempo de acontecer. Demorei pra notar que quando nos sentimos seguros e em paz, não importa que o caminho seja bem mais longo.
Entre 7 e 8 meses eu aprendi muitas coisas que me fizeram crescer, e saber dar mais valor em tudo ao meu redor. Porém, muitas outras coisas eu aprendi pela dor. 
Percebi que não preciso adiantar esse processo que naturalmente vai continuar acontecendo. E que preciso estar perto das pessoas que amo, enquanto as tenho perto de mim. 
E não importa o quanto vai ser corrido ou cansativo, pois serei a pessoa mais grata do mundo quando eu abrir a porta e dizer: "mãe, cheguei. Deixou um prato pra mim no microondas?... Boa noite".

5 de outubro de 2017"